talvez esta seja a primeira vez, em meses, que voltei a escrever algo.
De facto a chama da lareira acendera mais cedo do que o esperado. Não que não fosse suposto. Do mesmo modo, o livro abrira na página doze. As páginas tornaram-se cruciais à leitura do livro. Toda a gente o sabia. "A brisa suave encenava com o seu cabelo. A maresia ilustrava-se nos seus olhos. Cansados. Frios. Mas deslumbrantes. Os olhos... O rosto despido de imperfeições relevantes. O retornar de uma vida passada que se distinguia, facilmente, pelos traços que sobressaíam numa das partes da face que se afeiçoavam à frieza da sociedade. Não seria algo novo.O despertar da vontade de uma união comum aos terrestres." O primeiro parágrafo da página.
A noite pusera-se cedo demais. Ainda que o relógio apenas tocasse à meia-noite, hoje tocara mais cedo. Tudo se demonstrara antes do previsto. Apesar do calor arrebatador na zona pública, cá dentro estava frio. Um frio pobre. Da janela viam-se pedaços dos homens, das casas, da natureza por si mesma. ou talvez eu visse. Não faltavam as divagações invasivas interiores. Eram pormenores que não suavizavam nem se exibiam com maior naturalidade. "Os tempos mudaram." - dizias. Agora penso que sei o que querias dizer ínfimas vezes no vazio. E com essa efemeridade se passavam os anos. Os anos e a busca do frio que congelava cá dentro em tempos de indignação mútua.

tens uma forma tão bonita de moldar as palavras, gostei :)
ResponderEliminarEscreves SUPER bem, adorei :)
ResponderEliminarGostei :)
ResponderEliminarsignifica tanto que aprecies o que escrevi! vou seguir, como é óbvio, de volta. e estarei por aqui para te ler*
ResponderEliminarSimplesmente, lindo :)
ResponderEliminarSigo *
oh, muito obrigada princesinha. vou seguir-te também, e que doces palavras aqui tens!
ResponderEliminarUm texto que está uma perfeição :) também sigo.
ResponderEliminaruau, adorei! texto fantástico, sigo de volta!
ResponderEliminarr: muito obrigada, fico mesmo feliz que tenhas gostado.
Adorei! Está um texto maravilhoso :) Que palavras tão doces...
ResponderEliminarTu escreves uma maravilha *.*
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